China fica em 7º lugar mundial em escassez de Bíblias, aponta relatório
Segundo estudo da Bible Access Initiative, 5 a 10 milhões de cristãos chineses desejam ter Bíblia mas não possuem
MACAÍBA, 14/10/2026 — Segundo o ChinaAid, um novo relatório da Bible Access Initiative coloca a China em 7º lugar mundial em escassez de Bíblias. O estudo, divulgado em outubro de 2026, analisou 106 países e estima que entre 5 e 10 milhões de cristãos no país desejam ter acesso à Bíblia mas não possuem um exemplar.
O relatório destaca restrições governamentais ao acesso às Escrituras, incluindo a proibição explícita de crianças acessarem qualquer material bíblico, até mesmo histórias da Bíblia, conforme alertado por Bob Fu, fundador e presidente do ChinaAid. Casos como o de Wang Honglan, presa em abril de 2021 em Hohhot por venda de Bíblias com desconto e condenada em abril de 2025 por "operações ilegais de negócios", são citados como exemplos de processos criminais relacionados à distribuição de Escrituras.
Apesar da China ser um grande produtor de Bíblias - com a Amity Printing Press em Nanjing tendo impresso centenas de milhões de cópias -, a maior parte da produção é destinada à exportação. No acesso interno, Bíblias aprovadas pelo governo são distribuídas principalmente através de igrejas registradas no movimento Três-Autos, enquanto livrarias cristãs independentes enfrentam fechamentos, como o da Beijing Morning Light Bookstore em outubro de 2025, e igrejas domésticas sofrem incursões policiais e apreensão de materiais religiosos. Restrições digitais também são mencionadas, com bloqueio de sites cristãos estrangeiros e remoção de aplicativos de Bíblias das lojas de aplicativos.
Com informações de ChinaAid (perseguição na China).
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