Mulher cristã morre em prisão na Eritreia após quase 3 anos de detenção
Portas Abertas informou que o sepultamento ocorreu no fim de setembro; causa não foi divulgada
Uma cristã eritreia morreu enquanto estava sob custódia em uma prisão militar no país, após quase três anos detida por causa da fé, segundo o Gospel Mais. A causa da morte não foi divulgada; de acordo com a Portas Abertas, o sepultamento ocorreu no fim de setembro de 2026.
Conforme a publicação, a Eritreia mantém fortes restrições à atividade cristã, com centenas, possivelmente milhares, de fiéis presos ao longo das últimas duas décadas. O governo reconhece oficialmente apenas três denominações: Ortodoxa, Católica e Luterana; quem participa de igrejas não reconhecidas pode ser detido e sofrer outras formas de repressão.
Relatos de ex-prisioneiros citados pelo veículo descrevem carências graves nas prisões, como alimentação insuficiente, isolamento prolongado e tortura, práticas usadas para pressionar os detentos a abandonarem a fé em Jesus. Essas condições favorecem doenças crônicas e impactos emocionais duradouros.
O Gospel Mais informa ainda que sete líderes cristãos seguem presos há mais de 20 anos no Centro de Investigação Criminal Wengel Mermera, conhecido como Karchele, em Asmara. Nesse período, familiares desses líderes morreram sem poder revê-los, enquanto outros deixaram o país.
Em resposta à perseguição, o Shockwave 2026, um movimento de oração, tem mobilizado jovens a interceder pela Igreja Perseguida no Chifre da África, segundo o veículo. Cristãos na Eritreia também enfrentam pressão de familiares e comunidades locais, especialmente entre os que se convertem de outras tradições religiosas.
Com informações de Gospel Mais.
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