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Irã teve mais de 2 mil execuções no último ano, aponta HRANA

Relatório registra 2.003 casos entre outubro de 2025 e outubro de 2026 e alta de 29% sobre o período anterior

Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva Pro) Foto: Divulgação, via Folha Gospel

O Irã registrou mais de 2.000 execuções no último ano, com uma média de uma morte a cada 4,35 horas, segundo dados compilados pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), conforme a Folha Gospel.

Entre 10 de outubro de 2025 e 8 de outubro de 2026, a HRANA documentou pelo menos 2.003 execuções. De acordo com a entidade, o total representa aumento de 29% em relação ao período anterior e supera em 182% a média dos últimos dez ciclos analisados.

O levantamento indica que 57,6% das execuções foram por crimes de homicídio e 36,3% por infrações relacionadas a drogas, somando mais de 93% dos casos. O restante envolveu acusações políticas ou de segurança nacional, incluindo 35 execuções ligadas aos protestos de janeiro de 2026, segundo a HRANA.

Entre as pessoas executadas, ao menos 47 eram mulheres, e o relatório menciona casos envolvendo indivíduos menores de 18 anos à época do suposto delito. A organização afirma que 95% das execuções não são informadas por canais oficiais, e que o acesso restrito a prisões e tribunais limita a verificação completa dos números.

Ativistas no exílio relatam perseguição contínua do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica a dissidentes, com tentativas de captura e julgamentos sumários. “O regime islamista que ocupa o Irã executa manifestantes e dissidentes, incluindo jovens homens e garotas, para instilar medo na sociedade iraniana e evitar a próxima revolta”, disse o ativista Rayan Amiri, segundo a Folha Gospel. Ele afirma ainda que execuções públicas e confissões forçadas são usadas para desestimular novos protestos.

Com informações de Folha Gospel.

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