Mulher cristã sequestrada por ADF é resgatada no leste da RDC
Segundo a International Christian Concern, ela foi levada em 2022 em Lume e resgatada por militares da UPDF em Ituri
Uma mulher cristã identificada como Katungu Mbaka Darke foi sequestrada por integrantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) durante um ataque em julho de 2022, por volta das 21h, na vila de Lume, no leste da República Democrática do Congo (RDC), segundo a International Christian Concern (ICC).
Durante o cativeiro, Katungu relatou ter sofrido abusos e pressão para abandonar a fé cristã. “Eu ainda era jovem quando fui sequestrada”, disse. “Um deles me forçou a ter relações sexuais. Também me obrigaram a aceitar o Islã e a memorizar versículos do Alcorão. Eu aceitei, mas, no meu coração, eu sabia que Jesus era Deus.”
De acordo com a ICC, soldados das Forças de Defesa do Povo de Uganda (UPDF) resgataram Katungu na Província de Ituri. Ainda segundo o relato publicado, ela teve dois filhos com um rebelde durante o cativeiro e afirmou que seu marido facilitava regularmente conexões entre membros do ADF e o Kivu do Norte.
O chefe de Lume, Kimbi Tsobo, confirmou o sequestro e descreveu o impacto sobre a família e a comunidade. “Katungu foi sequestrada, e sua família havia chegado a um ponto em que acreditava que nunca mais a veria”, disse. “Seu retorno é um momento profundamente emocional para a família e toda a comunidade. A cerimônia de enterro após seu desaparecimento representou uma tentativa de encontrar consolo diante de uma incerteza insuportável. Agradecemos a Deus por ela ter voltado viva depois de todos esses anos.”
Kasereka Mapathi Japhet, chefe do setor Rwenzori, condenou o sequestro e afirmou que tais atos são inaceitáveis, segundo a ICC. Líderes de igrejas em Mutwanga agradeceram a Deus pela volta de Katungu e pediram orações pelos que ainda estão em cativeiro: “A filha que pensávamos ter perdido voltou viva... Oramos por cada cativo que ainda sofre no mato, por cada mãe que espera por um filho e por cada família que perdeu a esperança.”
Com informações de International Christian Concern.
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