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Cristãos que ajudam refugiados no sul da Ásia relatam solidão e riscos pessoais, aponta consulta

Encontro da organização Philoi Global em Colombo, no Sri Lanka, reuniu participantes da Índia, do Nepal, do Paquistão e do Sri Lanka

Foto ilustrativa: Independence Square, em Colombo, no Sri Lanka, cidade que sediou a consulta
Foto ilustrativa: Independence Square, em Colombo, no Sri Lanka, cidade que sediou a consulta Foto: Anuradha Dullewe Wijeyeratne, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cristãos que atendem refugiados e deslocados no sul da Ásia relatam isolamento e dizem enfrentar riscos pessoais, financeiros, sociais e políticos, segundo um relatório da organização humanitária cristã Philoi Global, noticiado em 16 de outubro pelo Christian Daily International. A conclusão vem de uma consulta regional realizada de 14 a 16 de setembro, em Colombo, no Sri Lanka, com participantes da Índia, do Nepal, do Paquistão e do Sri Lanka.

A Philoi diz que, embora a pauta tratasse de teologia, direito e políticas públicas, a solidão apareceu repetidas vezes entre os relatos. Os participantes disseram se sentir incompreendidos e pouco apoiados por igrejas e governos. Alguns afirmaram que a igreja em geral raramente trata o deslocamento forçado como parte central da missão, e outros disseram que os governos costumam ver o trabalho com refugiados sobretudo como questão de segurança.

"A igreja e as autoridades muitas vezes não enxergam a situação dos deslocados", disse um participante do Paquistão. "Quem escolhe apoiar refugiados o faz com um risco pessoal significativo" (tradução da redação). Participantes da Índia relataram que restrições regulatórias afetaram algumas organizações cristãs que trabalham com deslocados.

O que foi discutido

O encontro tratou de três temas: a teologia do sofrimento, o apoio ao retorno e à reintegração dos refugiados e as chamadas vias migratórias complementares, isto é, caminhos legais fora do reassentamento tradicional. Integrantes da equipe de liderança global da Refugee Highway Partnership também participaram. Representantes do Afeganistão, de Bangladesh e de Mianmar foram convidados, mas não puderam comparecer por causa de restrições de viagem.

Os participantes citados não foram identificados por motivos de segurança. Um deles, do Sri Lanka, que trabalha há 10 a 12 anos com comunidades deslocadas, quase sempre de forma independente, disse que o encontro renovou sua motivação: "Isso me lembrou de que não estou só neste trabalho". Segundo o relatório, quem atua na linha de frente precisa de uma comunidade que ofereça apoio e oração, além de recursos financeiros e treinamento.

Com informações do Christian Daily International e da Philoi Global.

Com informações de Christian Daily International.

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