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Missão de aviação cristã deixa a Tanzânia após 60 anos e leva aviões para atender refugiados do Sudão

MAF vai concentrar operações no Sudão do Sul e no Chade, que recebem pessoas que fogem da guerra sudanesa

Avião Cessna Caravan da MAF, em Bangladesh (foto ilustrativa)
Avião Cessna Caravan da MAF, em Bangladesh (foto ilustrativa) Foto: Faisal Akram, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Mission Aviation Fellowship (MAF), organização cristã que usa aviões para levar ajuda, missionários e atendimento médico a lugares de difícil acesso, anunciou que vai encerrar suas operações na Tanzânia até o fim deste ano. Os recursos serão direcionados ao Sudão do Sul e ao Chade, países que recebem pessoas que fogem da guerra no Sudão.

A MAF atua na Tanzânia há mais de 60 anos. Segundo a organização, a saída se explica pelas melhorias no país nesse período, na infraestrutura, na saúde, na educação e na aviação comercial. A MAF informou que vai trabalhar com parceiros locais para que parte dos serviços continue depois da retirada.

Crise de deslocados

A guerra no Sudão começou em abril de 2023. De acordo com a MAF, cerca de 14 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, no que a ONU descreve como uma das maiores crises de deslocamento do mundo. Com base em dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a organização afirma que mais de 1,3 milhão de refugiados sudaneses estão no Chade e cerca de 600 mil atravessaram para o Sudão do Sul.

Norman Baker, diretor de transformação e operações da MAF International, disse que há "fortes razões" para concentrar as operações no Sudão do Sul e no Chade.

Seis décadas na Tanzânia

Na Tanzânia, os voos da MAF apoiaram por anos clínicas móveis de hospitais como os de Haydom, Kilimatinde e Same, e também o trabalho de igrejas entre o povo maasai. O evangelista maasai Elisha Moita, fundador da escola bíblica Malambo Bible College, contou que antes da chegada dos aviões era difícil caminhar tantas horas para chegar às comunidades.

Segundo Moita, eram cerca de 63 cristãos maasai no fim da década de 1970. Hoje, de acordo com relatos citados pela reportagem, são mais de 200 mil.

Com informações de Christian Today.

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