Desenhos bíblicos da Record passam a ser recomendados para maiores de 12 anos; entenda
Portaria do Ministério da Justiça cita atos criminosos, drogas lícitas, violência e preconceito; a classificação orienta os pais e não proíbe o programa
O Ministério da Justiça e Segurança Pública mudou a classificação indicativa do programa "Record Kids – Desenhos Bíblicos", exibido pela Record nas manhãs de domingo. Pela Portaria nº 2.272, de 28 de outubro, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (29), o programa passa a ser "não recomendado para menores de 12 anos". A emissora tinha pedido a classificação livre.
A decisão é da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, área técnica do ministério, e é assinada pelo coordenador-geral Eduardo de Araújo Nepomuceno. O texto lista quatro descritores de conteúdo: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito. A portaria não detalha quais cenas levaram à classificação.
O que muda na prática
A portaria recomenda que o programa seja exibido a partir das 20h na TV aberta. A classificação indicativa serve para orientar pais e responsáveis: ela não proíbe o desenho nem tira o programa do ar. Desde 2016, por decisão do Supremo Tribunal Federal, a emissora não pode ser punida por exibir um programa fora do horário recomendado.
Não foi só o desenho bíblico
Em agosto, o "Record Kids – Pica-Pau", do mesmo bloco infantil da emissora, também deixou de ser livre e passou a "não recomendado para menores de 10 anos", pela Portaria nº 1.624, por linguagem imprópria e violência. Nos dois casos, a Record havia pedido a classificação livre.
O que circula nas redes
A decisão repercutiu neste fim de semana em perfis cristãos nas redes sociais. Algumas publicações falam em "drogas ilícitas", mas a portaria cita "drogas lícitas", termo usado na classificação indicativa para substâncias permitidas por lei, como a bebida alcoólica.
A emissora pode recorrer da classificação ao próprio ministério, como já fez em outras ocasiões. Até a publicação desta matéria, o Macaíba Gospel não encontrou manifestação pública da Record sobre a decisão.
Com informações do Diário Oficial da União.
Com informações de Diário Oficial da União.
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