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Inflação de setembro é de 0,82% e acumulado em 12 meses passa do teto da meta

Energia elétrica, passagens aéreas e alimentos pesaram no resultado divulgado pelo IBGE; Selic está em 13,75% ao ano

Foto de arquivo: posto de coleta do IBGE em Passagem
Foto de arquivo: posto de coleta do IBGE em Passagem Foto: UsuárioPar, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O IPCA, índice oficial de inflação, subiu 0,82% em setembro, informou o IBGE em 9 de outubro. Em agosto, o índice havia caído 0,32%. O resultado ficou acima do que o mercado esperava, segundo o Poder360 e outros veículos.

Com isso, a inflação acumulada em 12 meses foi a 4,58%, ante 4,22% no período anterior, acima do teto de 4,5% da meta. No ano, o IPCA acumula 3,95%.

O que pesou

A energia elétrica residencial subiu 7,98%, com impacto de 0,32 ponto percentual no índice do mês. A alta foi ligada ao fim do desconto temporário do Bônus de Itaipu e à bandeira tarifária amarela. O grupo Habitação, com alta de 2,31%, foi o de maior variação.

As passagens aéreas subiram 9,66%. A alimentação e bebidas avançou 0,83%, depois de três meses seguidos de queda. Entre os alimentos consumidos em casa, subiram o tomate (37,76%), a batata-inglesa (24,07%), a cebola (10,14%) e o arroz (4,56%). Os combustíveis ficaram 1,41% mais caros, e os nove grupos pesquisados registraram alta.

Entre as regiões, a maior inflação foi a de Vitória (1,08%), seguida por Goiânia (1,07%) e Belo Horizonte (1,05%). A menor foi a de Rio Branco (0,53%).

Juros

Em 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, por unanimidade, em corte de 0,25 ponto percentual, segundo o resumo da decisão divulgado pela imprensa econômica. A foto que ilustra esta matéria é de arquivo.

Com informações de Poder360 e IBGE.

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