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Justiça do Quênia condena líder de seita por 191 mortes

Paul Mackenzie foi considerado culpado por 190 mortes de crianças e uma de adulto; caso envolve jejum forçado em Shakahola, segundo a Folha Gospel

Líder de seita autoproclamado pregador, Paul Mackenzie, é condenado pelo assassinato de 191 pessoas no Quênia (Foto: Reprodução)
Líder de seita autoproclamado pregador, Paul Mackenzie, é condenado pelo assassinato de 191 pessoas no Quênia (Foto: Reprodução) Foto: Divulgação, via Folha Gospel

O autoproclamado pregador Paul Mackenzie foi declarado culpado pelo assassinato de 190 crianças e um adulto no Quênia, segundo a Folha Gospel. O veredito foi lido pela magistrada Diana Kavedza, do Alto Tribunal de Mombasa, na segunda-feira (19), e se refere a crimes cometidos entre janeiro de 2021 e setembro de 2023. Ainda de acordo com a publicação, outros 29 líderes ligados ao grupo também foram condenados.

Conforme a matéria, Mackenzie chefiava a organização chamada Buenas Noticias, em Shakahola, que difundia ensinamentos sobre o fim dos tempos e impunha jejuns prolongados. Relatos do processo indicam que guardas eram usados para impedir a saída de adeptos que tentassem interromper a privação de alimentos. As informações citadas têm como origem o Office of the Director of Public Prosecutions (ODPP) do Quênia.

Laudos forenses de 191 corpos apontaram que 76 mortes ocorreram por inanição; outras foram causadas por lesões traumáticas, asfixia e compressão manual do pescoço, e uma parte permaneceu com causa indeterminada, segundo a Folha Gospel. Testemunhas também relataram manipulação psicológica e a atuação de grupos para executar quem resistisse às imposições do jejum.

A investigação ganhou força após o desaparecimento de um seguidor em abril de 2023. Buscas nas áreas controladas pela seita localizaram covas comuns com cerca de 430 corpos de homens, mulheres e crianças. Na época, o Conselho Nacional de Igrejas do Quênia, a Aliança Evangélica do Quênia e a Conferência de Bispos Católicos criticaram falhas nas medidas de segurança do Estado, conforme a publicação.

Apesar do veredito, o caso continua em outras frentes judiciais. De acordo com a Folha Gospel, Paul Mackenzie ainda responde a processos por terrorismo e por novos homicídios. Representantes religiosos afirmaram ao Senado que o episódio deve ser tratado como isolado, embora os abusos tenham sido cometidos sob o pretexto de práticas cristãs.

Com informações de Folha Gospel.

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