Advogado de Trump questiona papel do STF e diz à CNN que andamento da eleição no Brasil foi “não usual”
Em entrevista exclusiva ao programa 'WW', Martin De Luca (Trump Media) expôs o clima de desconfiança nos EUA e levantou dúvidas sobre o reconhecimento oficial da reeleição de Lula por Washington.
A repercussão internacional do segundo turno das eleições brasileiras ganhou contornos de tensão diplomática durante o programa especial "WW", da CNN Brasil. O canal ouviu ao vivo o jurista Martin De Luca, advogado e representante da Trump Media & Technology Group (empresa ligada diretamente a Donald Trump), que fez duras observações sobre o resultado do pleito que confirmou o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o representante do grupo de Trump, o desfecho do processo foi "inesperado e inédito", destacando que a forma como o pleito foi conduzido pelas cortes superiores brasileiras acendeu um forte alerta na comunidade política conservadora dos Estados Unidos.
Clima de desconfiança sobre as instituições
Durante a entrevista, De Luca expressou um sentimento explícito de desconfiança em relação à atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado caracterizou o andamento das eleições brasileiras como "não usual", criticando a interferência direta e repentina do Judiciário sobre as regras da votação no dia do pleito.
O ponto mais sensível foi a prorrogação no fechamento das urnas decretada de forma monocrática pelo ministro Cristiano Zanin. O entorno do ex-presidente americano enxergou o episódio como um desequilíbrio na reta final que favoreceu a virada eleitoral, alimentando comparações com processos eleitorais questionados em países vizinhos da América Latina.
Os Estados Unidos vão reconhecer?
Questionado sobre a postura do governo de Donald Trump em relação ao resultado, De Luca indicou que o ambiente em Washington é de extrema cautela e ceticismo.
Enquanto entidades como a OEA e governos vizinhos emitiram mensagens formais de reconhecimento, aliados próximos da Casa Branca avaliam a necessidade de auditorias e explicações adicionais antes de qualquer sinal de congratulação por parte de Trump, mantendo as relações bilaterais em compasso de espera.
Com informações de CNN Brasil.
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