Debate na Band: veja o que Flávio Bolsonaro e Lula propuseram para segurança, saúde, economia e trabalho
Primeiro encontro do 2º turno, no domingo (18), teve três blocos, propostas e troca de acusações; a votação é no próximo domingo (25)
SÃO PAULO (SP) — O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram na noite de domingo (18) do primeiro debate do 2º turno da eleição para presidente, na Band, em São Paulo. O encontro, mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, teve três blocos, com perguntas dos mediadores e confrontos diretos entre os candidatos, e foi marcado por propostas e por troca de acusações.
O Macaíba Gospel reuniu abaixo o que cada candidato disse sobre os principais temas, com base na cobertura da imprensa. Os dois aparecem em ordem alfabética, sem avaliação de desempenho.
Segurança pública
Flávio Bolsonaro disse que vai classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas e prometeu construir 500 mil vagas no sistema penitenciário, segundo o InfoMoney. Também defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes graves, a castração química para condenados por crimes sexuais e a restrição das saídas temporárias de presos, as chamadas saidinhas.
Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que está no Senado, e disse que vai criar o Ministério da Segurança Pública quando a proposta for aprovada, com integração entre União, estados e municípios. Sobre as saidinhas, afirmou: "Não é porque um cidadão saiu e cometeu um erro que você vai punir milhares de pessoas", segundo o NC News.
Saúde
Flávio Bolsonaro propôs levar ao SUS o que chamou de "padrão Einstein", com prontuário eletrônico único, telemedicina e uso de inteligência artificial no atendimento. Ele disse que convidou Claudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para o Ministério da Saúde. Sobre a saúde no governo de Jair Bolsonaro, disse que a gestão "não teve o melhor resultado", segundo o UOL.
Lula perguntou se a proposta do adversário seria uma forma de privatizar o SUS, citou programas de saúde do atual governo e criticou a condução da pandemia no governo de Jair Bolsonaro.
Economia, dívidas e trabalho
Flávio Bolsonaro propôs que o governo compre dos bancos, com desconto, dívidas de famílias e empresas, com carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, segundo o InfoMoney. Prometeu criar o Ministério da Prosperidade, transformar a Caixa em "banco da prosperidade", com crédito para pequenos negócios, e manter os reajustes do Bolsa Família. Sobre o fim da escala 6x1, disse que votou a favor depois de ouvir trabalhadores.
Lula defendeu a valorização do salário mínimo, a ampliação do crédito e investimentos na indústria, na economia digital e na formação de profissionais. "A melhor forma de você resolver o problema da dívida desse país é a economia voltar a crescer", afirmou. Ele também disse que vai continuar aumentando o salário mínimo.
Relação com os Estados Unidos
Flávio Bolsonaro disse que viajou aos Estados Unidos para defender empresas e produtos brasileiros, negou ter trabalhado a favor das tarifas americanas sobre o Brasil e defendeu cooperação internacional contra o narcotráfico.
Lula cobrou explicações sobre a relação da família Bolsonaro com o governo de Donald Trump e perguntou se o adversário pretende entregar minerais estratégicos e terras raras aos Estados Unidos.
Acusações
Os dois trocaram acusações durante o debate. Flávio Bolsonaro levantou questões sobre um encontro de Lula com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sobre o filho do presidente nas investigações das fraudes no INSS. Lula cobrou explicações sobre recursos ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e desafiou o adversário a abrirem os sigilos bancário e telefônico dos dois e das famílias. Flávio respondeu que não tem nada a esconder e citou o Instituto Lula, segundo a Agenda do Poder.
Considerações finais
Flávio Bolsonaro disse que não vai prometer o que não pode cumprir, apresentou o Ministério da Prosperidade como prioridade, voltou a falar em segurança pública e em poder de compra e encerrou dizendo que pretende "resgatar o patriotismo".
Lula afirmou que o seu governo recuperou o crescimento da economia e da indústria, criticou privatizações e defendeu as empresas estatais: "Quero uma estatal sempre forte e produtiva".
Depois do debate
Depois do encontro, o carro em que Flávio Bolsonaro chegou à Band foi vistoriado pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), o esquadrão antibomba da Polícia Militar, acionado pela Polícia Legislativa do Senado, responsável pela segurança do senador. O veículo estava no estacionamento da emissora, no Morumbi, e a área foi isolada. A hipótese de bomba foi descartada. Segundo a CNN Brasil, cães farejadores reagiram a um componente químico, e o comandante do Esquadrão de Bombas de São Paulo, capitão Victor Capello Haddad, afirmou que eram "só misturas que volatilizaram e traíram a noção dos cães". Flávio deixou a Band em outro carro, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Checagem e votação
Agências de checagem, como o Aos Fatos, publicam a verificação das falas dos candidatos. O 2º turno é no próximo domingo (25). No dia, o Macaíba Gospel acompanha a apuração com os números oficiais do TSE na aba Apuração.
Com informações da Band, do InfoMoney, da Exame, da Agenda do Poder, do NC News, do UOL e da CNN Brasil.
Com informações de Band, via InfoMoney, Exame, Agenda do Poder e NC News.
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