E agora? Diplomação até 18 de dezembro, posse em 5 e 6 de janeiro e o pedido de anulação anunciado por Flávio: veja os próximos passos
Lula toma posse em 5 de janeiro de 2027, e Cadu e os outros governadores, no dia 6, pela nova regra da Constituição; Flávio diz que vai pedir a anulação da eleição, e o presidente do TSE afirma ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral"
BRASÍLIA (DF) — Com a apuração do 2º turno encerrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a eleição de 2026 entra na fase final: a diplomação dos eleitos e a posse, em janeiro. No meio do caminho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa para presidente, anunciou que vai pedir a anulação da eleição. Veja o que está marcado e o que cada lado disse.
Diplomação
A diplomação é a cerimônia em que a Justiça Eleitoral entrega aos eleitos o diploma que os habilita a tomar posse. Pelo calendário eleitoral, ela deve acontecer até 18 de dezembro de 2026. A data de cada cerimônia é marcada pelo TSE, no caso do presidente, e pelos tribunais regionais, no caso dos governadores. As datas conferidas estão no calendário eleitoral do Macaíba Gospel.
Posse
Lula toma posse em 5 de janeiro de 2027, e os governadores eleitos, entre eles Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, em 6 de janeiro, segundo o g1. As datas foram mudadas pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, e esta é a primeira eleição em que a regra vale; antes, as posses eram em 1º de janeiro. Os mandatos são de quatro anos.
O pedido de anulação
Depois do resultado, Flávio disse que não reconhece a vitória de Lula. "É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou, segundo a Agência Brasil. Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas, e disse que houve "quebra total de isonomia" entre eleitores de cidades diferentes. Até a publicação desta matéria, nenhum pedido formal havia sido divulgado.
O Código Eleitoral diz que é nula a votação "realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas", lembra a Gazeta do Povo. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo jornal dizem que, para anular a eleição, seria preciso provar que o prejuízo foi maior que a diferença de 4,4 milhões de votos entre os dois candidatos.
O que dizem o TSE, o STF e a PGR
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, disse ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral" e confirmou Lula como presidente eleito, segundo o g1. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou em nota que "é tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas", e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o respeito ao resultado. A repercussão completa está nesta matéria.
Boletins de urna e prestação de contas
Os boletins de urna de cada seção do 2º turno, publicados pelo TSE, podem ser consultados em boletins de urna. O prazo da prestação de contas final das campanhas do 2º turno ainda está a confirmar no calendário do portal.
Com informações do g1, da Agência Brasil e da Gazeta do Povo. Leia no g1, na Agência Brasil e na Gazeta do Povo.
Com informações de g1, Agência Brasil e Gazeta do Povo.
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