Fumaça das queimadas deixa ar de Manaus em nível grave e suspende aulas
Focos de queimada no Amazonas quase dobraram em 2026; Defesa Civil recomenda máscara PFF2 e atenção a idosos, gestantes e crianças
A fumaça das queimadas no interior do Amazonas deixou a qualidade do ar em Manaus em níveis graves nesta semana. Na sexta-feira (9), a Defesa Civil emitiu alertas de risco à saúde. Segundo a prefeitura, a fumaça vem de focos de incêndio em municípios do interior do estado.
No início da manhã de sexta, a concentração de partículas finas no ar (MP2,5) chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico, de acordo com a Defesa Civil, que usa dados de 10 sensores da empresa PurpleAir instalados na cidade. Valores acima de 160 são classificados como “péssimos”. Na quinta-feira (8), às 22h, a medição chegou a 200. Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) registram concentrações acima de 100 todos os dias desde quarta (7), com pico de 344,5 às 2h de sexta.
Aulas suspensas
A prefeitura suspendeu as aulas da rede municipal na sexta e o trabalho presencial nas repartições administrativas. Serviços essenciais, como as Unidades Básicas de Saúde, continuaram funcionando. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades presenciais, e a UEA e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) suspenderam as aulas nos campi de Manaus. A prefeitura diz que reforçou a fiscalização e o combate às queimadas na área urbana.
Focos quase dobraram
Segundo dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) reunidos pelo site Vocativo, o estado teve 6.901 focos de queimada em 2026 até 8 de outubro, alta de 95,11% em relação ao mesmo período de 2025. O Sul do Amazonas concentra 3.485 focos, e a Região Metropolitana de Manaus, 1.655. Os municípios com mais registros são Apuí (980), Novo Aripuanã (797), Lábrea (665) e Autazes (386). De acordo com o levantamento, 79% dos focos estão em assentamentos rurais e terras públicas sem destinação. Na quinta (8), Manaus liderou o ranking de poluição do ar entre as capitais do país.
Cuidados com a saúde
Idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados pela fumaça, que pode causar tosse, falta de ar e irritação nos olhos. A orientação da Defesa Civil é beber mais água, usar máscara do tipo PFF2, evitar exercícios físicos e acompanhar os boletins oficiais.
Com informações de Agência Brasil e Vocativo.
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