Homem faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e é morto pela polícia; todas foram resgatadas
Invasão do CMEI São Braz durou cerca de três horas e meia; identidade e motivação do homem não foram divulgadas
CURITIBA — Um homem invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, na tarde da última sexta-feira (9), e manteve 13 crianças reféns dentro de uma sala. Depois de mais de duas horas de negociação, ele foi morto pela Polícia Militar do Paraná pouco depois das 18h, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Todas as crianças foram resgatadas e, de acordo com a PM, nenhuma delas ficou ferida.
A creche fica na Rua Genauro Ferreira de Almeida, no bairro São Braz, região de Santa Felicidade. As crianças que ficaram com o invasor até o fim tinham entre 3 e 4 anos, informou a PM. Durante a negociação, algumas crianças foram liberadas. Segundo o Censo Escolar de 2025, a unidade tinha 47 crianças matriculadas, todas em turmas de creche.
Como foi a ocorrência
De acordo com o Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE), o homem entrou na unidade por volta das 15h com uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável. A PM informou que a situação durou cerca de três horas e meia.
A operação foi conduzida pela PM, com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), apoio da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e de um helicóptero. O entorno foi isolado e uma escola vizinha foi esvaziada, com os pais chamados para buscar os alunos. A porta-voz da PM, tenente Letícia Donadello, confirmou o fim da ocorrência e que todas as crianças estavam bem.
Uma carta atribuída ao invasor circulou nas redes sociais durante o cerco, mas a polícia não confirmou a autenticidade do texto. Até a última atualização das autoridades, a identidade e a motivação do homem não tinham sido divulgadas. A PM pediu que a população não compartilhe informações não confirmadas sobre o caso.
Apoio às famílias
A Prefeitura de Curitiba informou que a Secretaria Municipal da Educação acompanhou a ocorrência desde o início e enviou psicólogos para atender as crianças, os funcionários e as famílias. A prefeitura também agradeceu a atuação das forças de segurança.
Parentes que esperavam do lado de fora reclamaram da falta de informações durante o cerco.
Com informações de Bem Paraná.
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