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Multidão queima casa e farmácia de cristão acusado de blasfêmia no Paquistão; cinco são presos

Ataque em vilarejo de Punjab ocorreu após as orações de sexta-feira (9); fontes divergem sobre famílias que teriam fugido

Foto de arquivo: casa em vilarejo da província de Punjab, no Paquistão; a imagem não é do local do ataque
Foto de arquivo: casa em vilarejo da província de Punjab, no Paquistão; a imagem não é do local do ataque Foto: Abubakarayyaz, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma multidão incendiou a casa e uma pequena farmácia de um cristão acusado de blasfêmia em Ghariyal Kalan, vilarejo próximo a Narang Mandi, no distrito de Sheikhupura, na província de Punjab, no Paquistão. O ataque ocorreu depois das orações de sexta-feira (9), segundo o jornal Express Tribune e a organização International Christian Concern (ICC).

Segundo a ICC, o dono da farmácia, Kamran Masih, de 40 anos, havia sido preso na noite de quinta-feira (8) por causa de um vídeo supostamente blasfemo compartilhado em grupos de WhatsApp. O Express Tribune descreve o caso como uma publicação ofensiva em rede social e diz que a polícia registrou processo contra o suspeito por blasfêmia.

Cinco presos

Um porta-voz da polícia de Sheikhupura disse ao Express Tribune que cinco pessoas foram presas pelo incêndio e que a busca por outros suspeitos continua. Também foi aberto processo contra integrantes da multidão, com base na lei antiterrorismo do país. A polícia afirmou que não pode divulgar o registro do caso por causa da "sensibilidade do assunto" e que analisa vídeos, dados de localização de celulares e depoimentos. Não houve feridos, e a família não estava em casa, segundo fontes ouvidas pelo jornal.

Famílias deixaram o vilarejo?

Organizações cristãs, como a ICC, afirmam que mais de 35 famílias cristãs fugiram do local por medo de novos ataques. Já Naveed Ahmed Bhatti, ex-presidente do conselho da vila, disse ao Express Tribune que as outras famílias cristãs não relataram problemas nem ameaças e que, se o suspeito violou a lei, a resposta deve seguir os trâmites legais. Ele afirmou ainda que uma publicação parecida havia surgido meses antes e foi resolvida por anciãos da vila.

As fontes divergem sobre o nome do acusado (Kamran Masih ou Kamran Gill Masih) e sobre os artigos da lei usados no caso. A imagem que ilustra esta matéria é de arquivo e não mostra o local do ataque.

Com informações de Express Tribune e International Christian Concern.

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