Brasil e Mundo

Pastor Ezra Jin, da Igreja Sião de Pequim, vai receber prêmio de direitos humanos

Fundação Lantos homenageia o pastor um ano depois da repressão à igreja na China; oito líderes continuam presos

O pastor Ezra Jin em julho de 2026, depois de ser libertado na China
O pastor Ezra Jin em julho de 2026, depois de ser libertado na China Foto: Gabinete da deputada Young Kim/Wikimedia Commons (domínio público, recorte)

O pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Igreja Sião de Pequim, vai receber o Prêmio Lantos de Direitos Humanos de 2026, anunciou a Fundação Lantos para Direitos Humanos e Justiça, dos Estados Unidos. A homenagem marca um ano da repressão das autoridades chinesas contra a igreja, iniciada em outubro de 2025. A data da cerimônia não foi divulgada.

Fundada em 2007, a Igreja Sião é uma das maiores redes de igrejas domésticas protestantes não registradas da China. Em 2018, o governo fechou o templo depois que a igreja se recusou a instalar câmeras de reconhecimento facial, e os fiéis passaram a se reunir pela internet, ao ar livre, em casas e até em quartos de hotel.

Em outubro de 2025, cerca de 30 pastores e membros foram detidos em mais de dez cidades, e a maioria foi solta pouco depois. Jin passou 266 dias preso. Ele foi libertado em 3 de julho de 2026 e seguiu para os Estados Unidos; a soltura foi apresentada como um gesto de boa vontade do presidente chinês, Xi Jinping.

Oito líderes seguem presos

Segundo o The Christian Post, oito líderes da igreja continuam detidos: Gao Yingjia, Wang Lin, Yin Huibin, Wang Zhong, Wang Cong, Liu Zhenbin, Lin Shucheng e Wu Qiuyu. “Não vou descansar de falar até que eles estejam livres e de volta para as suas famílias”, disse Jin.

Para Katrina Lantos Swett, presidente da fundação, o pastor “inspirou pessoas no mundo inteiro com sua coragem inabalável e sua fé firme diante da perseguição”.

Com informações de The Christian Post.

Encontrou um erro? Avise a redação. Corrigimos com transparência, conforme a nossa política editorial.