Pastor morre ao cair de telhado durante obra no interior do Acre; família lembra planos que tinham juntos
Geziel do Nascimento Silva, de 43 anos, ajudou a criar os três filhos da esposa e era pastor da Assembleia de Deus Monte Sinai, em Senador Guiomard
O pastor Geziel do Nascimento Silva, de 43 anos, morreu na tarde da última quinta-feira (8) depois de cair do telhado de uma casa em obra no bairro Maria Fernandes, em Senador Guiomard, município do interior do Acre conhecido como Quinari. Ele trabalhava como pedreiro na construção. Segundo o site Enfoco, a queda foi de cerca de quatro metros de altura.
Colegas que estavam na obra chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, quando a equipe chegou, Geziel já estava sem vida. De acordo com o Samu, ele sofreu traumatismo cranioencefálico grave e fraturas nos dois antebraços. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remover o corpo. Segundo o g1 Acre, ele trabalhava sem equipamentos de segurança.
A Polícia Civil de Senador Guiomard foi ao local e vai apurar as circunstâncias do acidente, segundo o Enfoco. Os trabalhadores que presenciaram a queda devem ser ouvidos.
Pastor, pedreiro e eletricista
Geziel era pastor da Igreja Assembleia de Deus Monte Sinai, segundo os jornais A Gazeta do Acre e Portal Acre. Além de pedreiro, também trabalhava como eletricista. Ele foi velado na igreja onde conheceu a esposa e onde servia como um dos pastores; a morte causou comoção entre os membros da congregação e moradores do município.
Ao g1 Acre, a esposa, Beatriz da Silva Gregório, contou que os dois estavam juntos havia sete anos e ainda faziam planos para a casa da família, que Geziel levantou com a ajuda do enteado: terminar a sala e a cozinha e construir uma piscina para os filhos. “A gente sonhava junto”, disse. No dia do acidente, ela passava por uma cirurgia e soube da morte do marido por uma amiga.
Geziel ajudou a criar os três filhos de Beatriz desde pequenos e era chamado de pai por eles. O mais velho, Estevão Gregório Silva, que convivia com ele desde os 11 anos, disse ao g1 que o tinha “como um pai” e agradeceu pelos cuidados com a mãe. Segundo Beatriz, o caçula, de 8 anos, é o que está mais abalado: “Tudo foi ele que ensinou”.
A data e o local do sepultamento não foram divulgados.
Com informações de g1 Acre.
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