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Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá e danifica casas, escolas e igrejas

Proteção Civil registra 27 feridos leves e nenhuma morte até agora; foram mais de 100 réplicas

Mapa da intensidade do tremor estimada pelo USGS; a estrela marca o epicentro, na província de Herrera
Mapa da intensidade do tremor estimada pelo USGS; a estrela marca o epicentro, na província de Herrera Foto: USGS (domínio público)

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sul do Panamá na sexta-feira (9), às 12h56 no horário local (14h56 em Brasília), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro ficou a cerca de 12 km de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, numa área pouco povoada a uns 200 km da capital, a 12,6 km de profundidade. As primeiras estimativas indicavam magnitude 8 e depois 7,6, até o USGS chegar aos 7,7.

O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) contabilizou 27 feridos leves em todo o país. “Até o momento não há registros de vítimas fatais”, afirmou René García, chefe do Centro de Operações de Emergência, segundo a agência AFP.

Escolas, casas e igrejas danificadas

De acordo com o balanço divulgado no sábado (10), ao menos 188 escolas tiveram danos, além de casas, hospitais, igrejas, prédios do governo, pontes e estradas. As províncias mais atingidas são Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé.

Em Penonomé, prédios desabaram e a catedral de São João Batista foi danificada, segundo a ABC News e a Reuters. Também houve casas atingidas na província de Herrera e estragos em Chitré e no litoral de Los Santos. A cidade de Tonosí, em Los Santos, com cerca de 9 mil moradores, ficou sem acesso por terra, informou o ministro da Saúde, Fernando Boyd.

O presidente José Raúl Mulino foi a Penonomé e disse que “o desastre que estamos enfrentando é grande”, citando estradas “totalmente colapsadas”. O governo suspendeu as aulas e o expediente nas repartições públicas.

Mais de 100 réplicas

Foram registradas mais de 100 réplicas. Pelos dados do USGS, as maiores foram de magnitude 5,8, perto de El Cacao, e 6,6, perto de Río Grande, ainda na sexta à tarde, e de 6,0, perto de La Tronosa, às 23h14 de sexta no horário local. Nestor Luque, diretor do instituto de geociências do Panamá, atribuiu o tremor ao sistema de falhas Azuero-Soná e disse que ele foi sentido em todo o território nacional.

Logo após o terremoto, o sistema de alerta de tsunami dos Estados Unidos avisou sobre a possibilidade de ondas perigosas nas costas de Panamá, Costa Rica, Colômbia, Equador, Peru, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e México. O risco diminuiu depois.

O Canal do Panamá continuou funcionando normalmente, segundo a autoridade que o administra. O aeroporto internacional de Tocumen suspendeu os voos por um período e depois os retomou. A distribuidora Naturgy registrou falta de energia em seis províncias.

Ajuda

O banco de desenvolvimento CAF doou 250 mil dólares e ofereceu uma linha de crédito de 50 milhões de dólares. Os presidentes da Colômbia, do Equador e da Guatemala ofereceram ajuda. Segundo a ABC News, o Sinaproc informou que, por ora, não pensa em pedir ajuda internacional, mas pode rever a decisão conforme a avaliação dos danos. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país “está com o povo do Panamá” e que o Departamento de Estado mobiliza recursos a pedido do governo panamenho.

Os números são do balanço divulgado no sábado (10) e ainda podem mudar. Os dados técnicos do tremor estão na página do evento no USGS.

Com informações de AFP (via El Colombiano), Reuters, ABC News e USGS.

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