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Irã diz que dois petroleiros explodiram após bater em minas no Estreito de Ormuz

Versão da Guarda Revolucionária não foi confirmada de forma independente; no mesmo dia, o chanceler iraniano apresentou um plano de dois dias para reabrir o estreito

O Estreito de Ormuz visto do espaço, entre o Irã (ao norte) e a Península Arábica, em imagem de arquivo de dezembro de 2020
O Estreito de Ormuz visto do espaço, entre o Irã (ao norte) e a Península Arábica, em imagem de arquivo de dezembro de 2020 Foto: Nasa (satélite Terra, MODIS), via Wikimedia Commons (domínio público)

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou neste domingo (1º) que dois petroleiros "explodiram" depois de bater em minas no Estreito de Ormuz, quando passavam por uma rota que Teerã não autorizou. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana e repercutida pela agência Reuters.

Segundo a Guarda Revolucionária, um dos navios era um superpetroleiro, e os dois tinham desligado os sistemas de navegação para tentar atravessar o estreito escondidos, com apoio militar dos Estados Unidos. Essa versão não foi confirmada de forma independente. As primeiras informações não trazem o nome dos navios, a bandeira, a carga nem a situação das tripulações, e as fontes consultadas não traziam resposta dos Estados Unidos nem das empresas donas dos navios.

O Irã impôs restrições à passagem de navios pelo estreito e tem atacado embarcações que, segundo o governo iraniano, desrespeitam essas regras, numa tentativa de afirmar o controle da rota e pressionar os Estados Unidos, de acordo com a Reuters. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e é uma das principais passagens de petróleo do mundo.

Plano de dois dias

No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã apresentou, depois de conversas com mediação do Catar e do Paquistão, um plano em duas etapas: no primeiro dia, os Estados Unidos cumpririam uma série de medidas; no segundo, o estreito seria reaberto e a navegação voltaria ao normal, segundo o site de notícias econômicas InvestingLive.

Entre as condições citadas pelo Irã estão novas rotas de navegação no estreito, a liberação de bens iranianos congelados, o fim de conflitos na região, inclusive no Líbano, o fim dos bloqueios marítimos, a liberação das exportações de petróleo iraniano e a retirada das sanções americanas impostas depois do memorando de Islamabad. O chanceler disse que a volta das negociações com Washington depende de os Estados Unidos cumprirem esses compromissos.

Com informações de Reuters.

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