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Paquistão: multidão incendeia casa e farmácia de cristão acusado de blasfêmia, e famílias deixam suas casas

Kamran Masih foi preso acusado de compartilhar vídeo em grupos de WhatsApp; mais de 35 famílias cristãs saíram da aldeia com medo de novos ataques

A farmácia de Kamran Masih em chamas em Gharial Kalan, no Paquistão, na sexta-feira (9), em imagem de vídeo publicado no Facebook
A farmácia de Kamran Masih em chamas em Gharial Kalan, no Paquistão, na sexta-feira (9), em imagem de vídeo publicado no Facebook Foto: Reprodução/Facebook, via Christian Daily International-Morning Star News (CC BY 3.0)

Uma multidão incendiou na sexta-feira (9) a casa e a pequena farmácia de um cristão acusado de blasfêmia na aldeia de Gharial Kalan, em Narang Mandi, no distrito de Sheikhupura, província do Punjab, no Paquistão. Mais de 35 famílias cristãs deixaram suas casas com medo de novos ataques, segundo a agência Morning Star News.

Kamran Masih, de 40 anos, pai de três filhos, foi preso pela polícia por volta das 21h30 de quinta-feira (8). Moradores muçulmanos o acusaram de compartilhar em grupos de WhatsApp um vídeo considerado blasfemo. A reportagem não informa qual artigo da lei de blasfêmia foi aplicado.

No dia seguinte, dezenas de pessoas se reuniram diante da farmácia e da casa, que ficam lado a lado, e parte delas ateou fogo aos dois imóveis. A polícia enviou reforço para proteger os moradores cristãos, impediu danos a outras propriedades e abriu investigação. Segundo o deputado cristão Ejaz Alam Augustine, da Assembleia do Punjab, mais de 15 pessoas foram presas por participar do incêndio.

Um funcionário da chefia de polícia do distrito, que não quis dar detalhes por causa da sensibilidade do caso, disse que “a situação está sob controle” e que a lei será aplicada contra todos os envolvidos na violência. Um parente de Masih afirmou que cristãos e muçulmanos sempre viveram em paz na aldeia e que a família não sabe por que ele foi acusado.

O Paquistão está em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, que reúne os 50 países onde os cristãos enfrentam mais perseguição.

Com informações de Christian Daily International-Morning Star News.

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