Brasil e Mundo

Polícia chinesa detém por 15 dias organizador de igreja doméstica em Hunan

Cristão reunia fiéis aos domingos em um porão reformado; caso se soma a outras ações contra igrejas não registradas na província

Bíblia em chinês exposta em vitrine (imagem ilustrativa)
Bíblia em chinês exposta em vitrine (imagem ilustrativa) Foto: kahunapulej/Flickr (CC BY-SA 2.0)

A polícia de Leiyang, na província de Hunan, na China, deteve por 15 dias o organizador de uma igreja doméstica. A ordem foi assinada em 21 de setembro pelo Escritório de Segurança Pública da cidade, segundo a organização cristã de direitos humanos ChinaAid, que acompanha casos de perseguição religiosa no país.

O cristão, que se converteu em 2014, tinha comprado e reformado um porão perto de uma fonte termal da cidade para fazer reuniões de evangelização e estudos bíblicos aos domingos. A polícia considerou os encontros ilegais, com base no depoimento dele, em testemunhas, em imagens de câmeras e em materiais religiosos apreendidos. A decisão não diz o que vai acontecer com o local.

Na China, o culto só é permitido em igrejas e locais registrados e aprovados pelo governo. O caso se soma a outras ações na mesma província: em julho, igrejas foram invadidas em Yueyang e três cristãos foram acusados criminalmente, e em setembro a pressão chegou a professores e estudantes cristãos, segundo o ChinaAid.

O organizador pode pedir a revisão da decisão em até 60 dias ou entrar com uma ação na Justiça em até seis meses.

Com informações de Gospel Mais.

Encontrou um erro? Avise a redação. Corrigimos com transparência, conforme a nossa política editorial.