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Protestos de estudantes voltam às escolas da França, mas em escala menor depois das férias

Ministério da Educação contou 41 escolas bloqueadas nesta segunda (2), cerca de 1% do total; entidades estudantis convocam novos bloqueios na terça e na quinta

Entrada do Lycée Champollion, em Grenoble, bloqueada com lixeiras durante os protestos estudantis de 30 de setembro de 2026
Entrada do Lycée Champollion, em Grenoble, bloqueada com lixeiras durante os protestos estudantis de 30 de setembro de 2026 Foto: David.Monniaux, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0; foto recortada)

Os protestos de estudantes do ensino médio na França recomeçaram nesta segunda-feira (2), primeiro dia de aula depois de duas semanas de férias, mas em escala bem menor que a das semanas anteriores. Segundo o Ministério da Educação, citado pela emissora pública Franceinfo, 41 escolas foram bloqueadas, cerca de 1% das 3.700 do país. Antes das férias, centenas de escolas chegaram a ser bloqueadas.

Houve tentativas de bloqueio em Paris, Marselha e Rennes, segundo a agência Reuters. O ministro da Educação, Édouard Geffray, disse à rádio France Inter que o fenômeno é "muito marginal" e que protestar é permitido, mas impedir o acesso às escolas é ilegal. Segundo a Franceinfo, ele afirmou que o ano letivo de "várias centenas de milhares de alunos" está em risco.

O que os estudantes pedem

O movimento começou em setembro, na região de Paris, com queixas sobre falta de funcionários e prédios escolares precários, e se espalhou pelo país. Os estudantes pedem reforma das escolas antigas, mais professores, mais vagas nas universidades e o fim do Parcoursup, o sistema de acesso ao ensino superior que consideram injusto. Em outubro, a insatisfação passou a incluir o custo de vida e atraiu sindicatos e outros grupos. Alguns atos terminaram em confrontos com a polícia e saques em várias cidades.

Na semana passada, segundo a Franceinfo, o governo anunciou a troca gradual do Parcoursup até 2028, cancelou cortes de vagas na educação, prometeu 500 novos postos e um limite de 28 alunos por turma no primeiro ano do ensino médio, além de 4 bilhões de euros para reformar escolas e 15 mil novas vagas no ensino superior. Representantes dos estudantes disseram que as medidas não bastam.

Novos atos marcados

Entidades estudantis, entre elas a Union Syndicale Lycéenne, convocaram novos bloqueios para terça (3) e quinta-feira (5). A União Nacional dos Estudantes da França (UNEF) chamou a terça de "dia negro" nas universidades.

No sábado (31), a onda de protestos levou cerca de 320 mil pessoas às ruas em toda a França, segundo o Ministério do Interior; os organizadores falaram em quase 500 mil. No balanço final, divulgado no domingo, o ministério contou 779 pessoas detidas.

Com informações de Al Jazeera, com Reuters e Franceinfo.

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