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Houthis reivindicam seis ataques à Arábia Saudita, e EUA mandam funcionários deixarem o país

Grupo do Iêmen diz ter mirado refinarias, aeroportos e uma base; Riad diz ter derrubado dois mísseis, e embaixada americana pede "extrema cautela" nos aeroportos

Foto de arquivo: Sanaa, capital do Iêmen, cidade controlada pelos houthis
Foto de arquivo: Sanaa, capital do Iêmen, cidade controlada pelos houthis Foto: Yahya Arhab/EPA, via Diário de Notícias

Os houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã, reivindicaram na noite de quinta-feira (29) seis ataques contra refinarias, aeroportos e bases militares na Arábia Saudita. Na sexta-feira (30), a embaixada dos Estados Unidos em Riad publicou um alerta de segurança: desde 23 de outubro, os funcionários americanos que não trabalham em funções de emergência e as famílias deles receberam ordem do Departamento de Estado para deixar o país.

O que aconteceu na quinta-feira

Segundo o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, os alvos foram a refinaria de Ras Tanura, uma instalação da petrolífera estatal Aramco em Abqaiq, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, a refinaria de Rabigh e uma base militar em Najran. Ele disse que o ataque à base deixou mortos e feridos sauditas, informação que o governo saudita não confirmou.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iêmen, disse ter derrubado dois mísseis balísticos lançados em direção a Riad. Jornalistas da agência France-Presse registraram oito explosões na capital saudita, depois de mensagens de alerta das autoridades sobre uma "ameaça aérea". A Defesa Civil saudita confirmou pelo menos um ferido leve em Riad, segundo a agência Lusa.

Do outro lado, os houthis disseram que um bombardeio saudita deixou pelo menos 12 mortos no oeste do Iêmen na quinta-feira. Na quarta-feira (28), segundo o grupo, bombardeios sauditas que atingiram um posto de combustível e um mercado mataram ao menos 14 pessoas na província de Al-Jawf. Os números não foram confirmados de forma independente.

O alerta dos EUA

No aviso, a embaixada americana diz que os houthis atacaram aeroportos civis e outras estruturas da Arábia Saudita, com vítimas civis e graves problemas nas viagens, e que "as hostilidades têm o potencial de se intensificar rapidamente". Funcionários do governo americano no país precisam de autorização especial para usar qualquer aeroporto saudita. Aos cidadãos americanos, a embaixada recomenda "extrema cautela" nos aeroportos e que confiram a situação do voo direto com a companhia aérea e com o aeroporto, por causa de possíveis ataques, fechamento do espaço aéreo e cancelamentos.

Como o conflito chegou a este ponto

Os houthis e as forças sauditas, que apoiam o governo do Iêmen, trocam ataques quase todos os dias desde que a guerra no Iêmen recomeçou, em julho. Em outubro, os aeroportos sauditas passaram a ser alvo:

  • entre 10 e 11 de outubro, ataques ao aeroporto de Riad deixaram ao menos 14 mortos e 320 feridos, segundo autoridades sauditas citadas pela revista IstoÉ, e o aeroporto ficou cerca de duas semanas fechado;
  • em 21 de outubro, um ataque ao aeroporto de Dammam deixou dois mortos e oito feridos, segundo as autoridades de aviação sauditas, citadas pela rede Al Jazeera.

Depois dos ataques a Riad, os houthis pediram que companhias aéreas e passageiros deixassem de usar os aeroportos sauditas, com exceção dos de Meca e Medina. A coalizão saudita mantém bombardeios no Iêmen.

Com informações da agência Lusa, da France-Presse, do Correio da Manhã, do Diário de Notícias, da IstoÉ, da Al Jazeera e da embaixada dos EUA em Riad.

Com informações de Correio da Manhã.

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