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Pastor americano é preso pelo Serviço Secreto ao orar em frente à Embaixada da China, em Washington

Patrick Mahoney protestava contra a perseguição religiosa na China; ele foi preso em 28 de setembro, é acusado de entrada ilegal e tem audiência no dia 21

O reverendo Patrick Mahoney diante da Embaixada da China, em Washington, em 28 de setembro, com o tecido vermelho que leva nomes de perseguidos
O reverendo Patrick Mahoney diante da Embaixada da China, em Washington, em 28 de setembro, com o tecido vermelho que leva nomes de perseguidos Foto: Patrick Mahoney, via Christian Post

O reverendo Patrick Mahoney, líder da Christian Defense Coalition, foi preso pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos enquanto orava na calçada em frente à Embaixada da China, em Washington. A prisão aconteceu em 28 de setembro e foi contada pelo próprio pastor no Facebook; o caso foi noticiado neste sábado (10) pelo jornal Christian Post.

Mahoney protestava contra o tratamento que o governo do presidente chinês Xi Jinping dá às minorias religiosas. Ele estendeu na calçada um tecido vermelho com nomes de pessoas e grupos perseguidos pelo governo chinês, entre eles o ativista Jimmy Lai, moradores de Hong Kong, praticantes do Falun Gong e uigures.

Segundo o pastor, diplomatas chineses pediram a retirada do grupo, e os agentes disseram a ele que o governo chinês considerava a calçada propriedade da China. Mahoney contesta: o American Center for Law and Justice (ACLJ) escreveu ao Serviço Secreto afirmando que a calçada não pertence à China, e depois o pastor disse que o departamento de trânsito do Distrito de Columbia confirmou que ela é pública.

Ele ficou cerca de cinco horas numa cela e foi acusado de “entrada ilegal”, uma contravenção. A audiência está marcada para 21 de outubro; segundo ele, o governo vai decidir se leva o caso a julgamento ou retira a acusação. Mahoney diz já ter sido preso 112 vezes em décadas de ativismo, mas é a primeira vez diante da embaixada chinesa. Ele chamou a acusação de “uma trágica traição à proteção da liberdade religiosa”.

O Christian Post pediu um posicionamento ao Serviço Secreto, que não havia respondido até a publicação da reportagem.

Com informações de Christian Post.

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