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EUA fazem ataques limitados contra alvos do Irã no Estreito de Ormuz; negociação continua

Funcionários americanos falam em ação "defensiva" e dizem que não é o início de uma nova ofensiva; Irã diz que tem direito à legítima defesa

Foto ilustrativa: imagem de satélite do Estreito de Ormuz, entre o Irã (no alto) e a Península de Musandam, de Omã
Foto ilustrativa: imagem de satélite do Estreito de Ormuz, entre o Irã (no alto) e a Península de Musandam, de Omã Foto: MODIS Land Rapid Response Team, NASA GSFC, via Wikimedia Commons (domínio público)

Os Estados Unidos fizeram ataques contra alvos do Irã perto do Estreito de Ormuz entre a noite de segunda-feira (2) e a madrugada desta terça (3), no horário de Brasília. A informação foi dada por funcionários americanos à rede CBS, à agência AP e ao jornal The Wall Street Journal, que noticiou primeiro. Até a publicação desta matéria, o Pentágono e o Comando Central dos EUA não tinham divulgado nota oficial.

Segundo esses funcionários, que falaram sem se identificar, foram "ataques defensivos limitados". Um oficial militar disse à CBS que os alvos ficavam na Ilha de Qeshm, no sul do Irã, e que a ação respondeu a disparos da Guarda Revolucionária contra uma aeronave americana. Citando um funcionário dos EUA, a repórter Jennifer Griffin, da Fox News, informou que os ataques não marcam o início de uma ofensiva ampliada.

A agência estatal iraniana IRNA relatou várias explosões seguidas em Qeshm, e a agência Fars, explosões na cidade portuária de Bandar Lengeh, segundo a Al Jazeera. Até agora, não há número de mortos ou feridos divulgado nesses ataques.

Reportagem da LiveNOW from FOX sobre os ataques "defensivos" dos EUA (em inglês)

O que diz o Irã

O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o Irã "mantém o direito à legítima defesa" depois dos ataques, de acordo com a CBS. A Guarda Revolucionária disse ter capturado dois drones americanos e derrubado outros, e afirmou que três petroleiros explodiram depois de bater em minas ao atravessar o estreito "sem permissão". Essas informações não foram confirmadas por fontes independentes.

Na mesma região, um barco de carga com bandeira da Índia foi atingido por um "objeto aéreo não identificado" perto de Omã, segundo a agência AFP. Um tripulante indiano morreu, e outros 13 foram resgatados pela Guarda Costeira de Omã.

Reportagem da France 24 sobre os ataques à ilha iraniana no Estreito de Ormuz (em inglês)

Negociação e eleições nos EUA

Os ataques aconteceram na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça. Perguntado se pretendia atacar o Irã depois da votação, o presidente Donald Trump respondeu que não. Em rede social, ele escreveu que o Irã quer um acordo "o mais rápido possível".

O vice-presidente JD Vance disse que houve "boas conversas" com os iranianos. O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que "a bola está com os Estados Unidos". O Catar, que faz a mediação, disse nesta terça que ainda vê chance de acordo.

O petróleo subiu nesta terça: o barril do tipo Brent chegou a US$ 106,61, alta de US$ 1,84, segundo a Al Jazeera.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro. Estados Unidos e Irã acertaram um cessar-fogo em 8 de abril, e desde então há negociações e confrontos no Estreito de Ormuz.

Com informações de CBS News, Al Jazeera, Fox News e France 24.

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